Quem trabalha com terraplenagem em Niterói sabe que o controle de compactação não é etapa para se fazer de qualquer jeito. A cidade se espalha por um território recortado entre morros e a Baía de Guanabara, onde o relevo muda de uma rua para outra. Já acompanhamos obra em Santa Rosa onde o aterro passava de 3 metros de espessura sobre solo residual de gnaisse — a densidade que se media no topo não garantia nada se a camada de baixo estivesse fofa. O ensaio de densidade in situ com cone de areia resolve essa dúvida na hora. Tiramos a amostra, pesamos, medimos o volume com areia calibrada e o resultado sai ali mesmo, sem mandar para o laboratório esperar dias. Em Niterói, o clima também aperta: com as chuvas de verão, a compactação que estava boa ontem pode já não estar hoje. Por isso, quando programamos campanhas de ensaio, olhamos a previsão do tempo junto com o cronograma da obra. É um cuidado simples mas que evita retrabalho caro.
Em Niterói, o cone de areia não é só ensaio de rotina: é a ferramenta que separa uma compactação que parece boa de uma compactação que realmente é.



