Um canteiro de obras na encosta do bairro de Santa Rosa, em Niterói, exige mais do que uma escavação comum. O maciço de solo residual de gnaisse, com blocos de rocha alterada e nível d'água suspenso, impõe um desafio real de estabilidade que não se resolve com muros convencionais. A solução adotada envolveu tirantes protendidos de 18 metros, com carga de trabalho de 450 kN, ancorados em trecho de rocha sã a 14 metros de profundidade. Essa realidade se repete em toda a cidade, dos cortes na Região Oceânica às contenções no Centro histórico, e requer um projeto de ancoragens que combine investigação geotécnica detalhada — por isso, muitas vezes complementamos com ensaios SPT para mapear a interface solo-rocha — e modelagem de carregamentos específica para cada geometria de talude.
A aderência ao longo do bulbo de selamento é o parâmetro que define a carga admissível do tirante, e em solo residual de Niterói esse valor pode variar de 80 a 250 kPa conforme o grau de alteração da rocha.



